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Desenvolvimento

Site feito com IA (Lovable, Base44), WordPress ou sob medida?

Site feito com IA vale a pena? Veja o que Lovable e Base44 fazem bem, onde a conta chega, o que o WordPress exige e quando o site sob medida compensa.

13 min de leitura
Neste artigo
  1. 1O que Lovable, Base44 e ferramentas parecidas fazem bem
  2. 2Como Lovable e Base44 cobram em 2026
  3. 3Onde a conta chega em um site feito com IA
  4. 4WordPress ou site sob medida: o que o WordPress resolve bem
  5. 5Quando o site sob medida compensa
  6. 6Comparativo: ferramenta de IA, WordPress e sob medida, critério por critério
  7. 7Sinais de que a empresa já passou do ponto da ferramenta pronta
  8. 8Como migrar sem perder o que já existe
  9. 9Perguntas frequentes
  10. 10Por onde começar

Você descreveu o site em uma frase, uma ferramenta de inteligência artificial montou a página em minutos, e agora vem a dúvida: dá para colocar isso no ar como site oficial da empresa, ou é melhor ir de WordPress ou de um projeto sob medida? Um site feito com IA em ferramentas como Lovable e Base44 funciona e custa pouco para começar. A pergunta certa não é se funciona, e sim por quanto tempo ele continua sendo a decisão certa quando a empresa cresce em cima dele.

Este artigo compara as três opções sem torcida: o que cada caminho faz bem, como Lovable e Base44 cobram em 2026, uma tabela por critério, os sinais de que a sua empresa já passou do ponto da ferramenta pronta e como migrar sem perder o que já existe.

O que Lovable, Base44 e ferramentas parecidas fazem bem

Criar site com inteligência artificial resolve quatro situações com uma velocidade que nenhum outro caminho alcança.

Protótipo: você descreve a tela em português, recebe algo navegável e mostra para um cliente ou sócio antes de gastar com projeto.

Ferramenta interna: um escritório com cinco pessoas monta em Base44 um controle de tarefas com login e banco de dados, sem contratar ninguém.

Validar uma ideia: uma consultoria publica em uma tarde uma página com formulário para medir a demanda por um curso antes de investir nele.

Página simples: um evento, um produto único, um portfólio. Sem cadastro de clientes, pagamento ou integração, o site pode viver muito tempo ali.

Se o seu caso está nessa lista, use sem culpa. O problema começa quando o protótipo vira o produto sem que ninguém tenha decidido isso.

Como Lovable e Base44 cobram em 2026

As duas cobram assinatura mensal com uma cota de créditos, e cada pedido feito à IA consome parte dela. Os valores foram conferidos nas páginas oficiais em setembro de 2026, são em dólar e mudam com frequência.

Lovable: créditos por mensagem, planos a partir de US$ 25

Segundo a página de preços do Lovable, a cobrança é por mensagem, conforme a complexidade: nos exemplos da própria página, “deixar o botão cinza” custa 0,50 crédito e “adicionar autenticação com cadastro e login” custa 1,20 crédito. A documentação oficial de planos lista o plano gratuito com 5 créditos por dia, limitados a 30 por mês; o Pro a partir de US$ 25 por mês com 100 créditos; e o Business a partir de US$ 50 por mês, também com 100 créditos. Domínio próprio e download do código só nos planos pagos; a sincronização com GitHub existe em todos. Créditos extras custam US$ 15 por 50 no Pro e US$ 30 por 50 no Business, segundo a página de planos e créditos, que também informa que hospedagem e back-end embutido (o Lovable Cloud) consomem créditos, com uma cota mensal de 20 créditos descrita como oferta temporária.

Base44: mensalidade fixa, com créditos de mensagem e de integração

A página de preços do Base44 separa créditos de mensagem (o que você pede à IA) de créditos de integração (ações do aplicativo em serviços externos). O plano gratuito dá 25 créditos de mensagem e 100 de integração por mês, com até 5 aplicativos. Os pagos vão do Starter, US$ 16 por mês (US$ 12,80 no plano anual) com 100 créditos de mensagem, até o Elite, US$ 160 por mês com 1.200 créditos de mensagem e 50.000 de integração; entre eles ficam o Builder (US$ 40) e o Pro (US$ 80). Domínio próprio a partir do Starter. A página afirma que a sincronização com GitHub exporta o código-fonte completo e que você é dono do código, dos dados e dos usuários.

Nos dois casos, crédito é consumido para construir e também para corrigir, então a fatura acompanha o quanto você mexe. Sem alguém que entenda o código revisando os pedidos, o número de tentativas por ajuste tende a ser alto.

Onde a conta chega em um site feito com IA

Propriedade do código

As duas permitem levar o código para o GitHub. Mas ter o código não é o mesmo que conseguir usá-lo: ele depende do back-end da ferramenta (banco, login, arquivos) e, fora dela, precisa de um ambiente equivalente. A pergunta certa não é “o código é meu?”, e sim “quem roda esse código sem a ferramenta?”.

Hospedagem e custo mensal

A hospedagem vem na assinatura: simples, mas você não escolhe onde o site fica nem controla o servidor, e a mensalidade é em dólar, com créditos extras nos meses de mais mudança. Compare com uma hospedagem própria, previsível e em reais.

Banco de dados, dados dos clientes e LGPD

Com cadastro, formulário ou área do cliente, os dados das pessoas ficam no banco da ferramenta, em geral em servidores fora do Brasil. A Lei 13.709/2018, a LGPD, define a sua empresa como controladora (quem decide sobre o tratamento) e o fornecedor como operador (quem trata os dados em seu nome), e o artigo 33 só permite transferência internacional em hipóteses específicas. Você continua responsável por atender o titular que pedir acesso ou exclusão. Isso não impede o uso das ferramentas, mas exige política de privacidade, contrato lido e um caminho testado para exportar e apagar dados, por onde uma adequação à LGPD começa.

Segurança

O código gerado é escrito para funcionar, não para resistir. Problemas comuns: regras de acesso ao banco permissivas demais (qualquer usuário logado enxerga os dados de todos), chaves de serviço expostas no navegador, validação só na tela. Nada disso aparece nos testes de quem construiu, porque quem construiu não sabe o que procurar.

SEO de página gerada

A maior parte dessas ferramentas monta a página dentro do navegador e cuida pouco de título, descrição, cabeçalhos, endereços legíveis, mapa do site e velocidade. O Google indexa, mas você depende de pedir cada detalhe e conferir. Para um site institucional que precisa ser encontrado, isso pesa; para um sistema interno, é irrelevante.

Dependência do fornecedor

Preço, limites e recursos mudam sem consulta (a documentação do Lovable diz isso sobre a cota de hospedagem). A ferramenta pode ser comprada, mudar de foco ou encerrar, e a saída não planejada acontece às pressas.

Quem corrige quando quebra

Quando um WordPress quebra, há um mercado inteiro de profissionais que sabe consertar. Quando um sistema sob medida quebra, existe o contrato de sustentação de quem construiu. Quando um site feito com IA quebra, o caminho é pedir à IA que conserte, sem garantia de que o conserto não quebra outra coisa.

Antes de publicar como site oficial, escreva quem responde por cada um desses pontos. Se for “ninguém” em três ou mais, você tem um protótipo, não um produto.

WordPress ou site sob medida: o que o WordPress resolve bem

O WordPress é software livre, roda em qualquer hospedagem e é o padrão de mercado para site institucional, blog e página de serviço. Código, banco e servidor são seus, e qualquer pessoa do time edita textos e imagens sem depender de programador. Para conteúdo, é difícil de bater: SEO maduro, plugins de formulário, de loja (WooCommerce) e de agendamento, e um mercado enorme de profissionais.

O que o WordPress exige em troca

O preço da liberdade é a responsabilidade: quatro cuidados que ninguém faz por você.

  1. Plugins escolhidos com critério: cada um é código de terceiro no seu servidor, e plugins demais deixam o site lento e abrem portas.
  2. Atualização constante de núcleo, tema e plugins, com backup antes e teste depois, porque atualização também quebra.
  3. Segurança ativa: boa parte das invasões entra por plugin desatualizado ou senha fraca.
  4. Performance: cache, imagens otimizadas e hospedagem adequada, porque velocidade pesa no ranqueamento e na conversão.

Quem não tem uma pessoa para isso contrata sustentação de WordPress. O WordPress deixa de servir quando você empilha plugins para simular uma regra de negócio, ou quando o site vira sistema: cadastro com lógica própria, painel com permissões, cálculo que só a sua empresa faz.

Quando o site sob medida compensa

Sob medida é para quem tem algo que a ferramenta pronta não representa.

Regra de negócio própria: preço que depende de região, volume e histórico; aprovação em etapas; comissão calculada do seu jeito. Em ferramenta pronta isso vira remendo ou planilha paralela.

Integração: o site precisa conversar com ERP, gateway de pagamento, emissão de nota fiscal, transportadora. Em plataforma pronta cada integração depende de existir um conector; sob medida, ela é construída para o seu caso.

Volume: muitos usuários ao mesmo tempo, muitos registros, muito tráfego. Plataforma cobra por crescimento; código próprio não cobra.

Controle: onde os dados ficam, quem acessa, como o sistema evolui, quem corrige.

O custo inicial é maior e o prazo também; a proposta é sob medida depois de uma conversa de diagnóstico, porque depende do escopo. O que muda é a curva: gasto concentrado no início, sustentação previsível depois e nenhuma cobrança por crescer. Se a dúvida é menos “site” e mais “sistema”, o artigo sobre sistema sob medida ou plataforma pronta traz quatro perguntas que costumam decidir, e a página de plataformas web sob medida mostra como o projeto é conduzido.

Comparativo: ferramenta de IA, WordPress e sob medida, critério por critério

Critério Ferramenta de IA (Lovable, Base44) WordPress Sob medida
Custo inicial Baixo: assinatura do primeiro mês Baixo a médio: tema, plugins e implantação Alto: projeto, design e desenvolvimento
Custo mensal Assinatura em dólar mais créditos extras Hospedagem, domínio, plugins e sustentação, em reais Hospedagem e sustentação, sem cobrança por crescer
Propriedade Código exportável; back-end e banco presos à ferramenta Total: software livre no seu servidor Total: código e infraestrutura seus
SEO Depende de pedir cada detalhe e conferir Maduro, com plugins e conteúdo editável Sem limite, se previsto no projeto
Segurança Código não revisado; exige auditoria Boa se atualizado; ruim se abandonado Definida em projeto, com responsável
Manutenção Por créditos, ou por quem assumir o código Atualização, backup e monitoramento contínuos Contrato de sustentação com quem construiu
Escala Limitada pela cota e pela arquitetura gerada Boa para conteúdo; ruim para regra de negócio Dimensionada para o volume previsto
Prazo Horas a dias Dias a semanas Semanas a meses

Leia pela linha que mais dói no seu caso: prazo e custo inicial apontam para a ferramenta de IA; conteúdo e SEO, para o WordPress; propriedade, regra de negócio e escala, para o sob medida.

Sinais de que a empresa já passou do ponto da ferramenta pronta

Não é o tamanho da empresa que define, são estes sintomas.

  1. A fatura de créditos subiu e a maior parte foi gasta corrigindo, não construindo.
  2. Alguém pediu para excluir os próprios dados e você não sabia onde estavam.
  3. Você precisou de uma integração e a resposta foi “não dá”.
  4. O time mudou o processo para caber no que a ferramenta faz.
  5. O site não aparece no Google e ninguém sabe o que ajustar.
  6. Um erro importante ficou dias sem solução porque ninguém consegue abrir o código.
  7. Um cliente grande perguntou sobre segurança e LGPD e a resposta demorou.

Dois desses sinais justificam uma conversa. Quatro justificam um plano de migração com data.

Como migrar sem perder o que já existe

O objetivo é não perder o que a ferramenta antiga acumulou: endereços indexados, dados de clientes, formulários que funcionam.

  1. Faça o inventário: páginas e endereços, formulários e para onde enviam, integrações, tabelas de dados, usuários, domínio.
  2. Exporte o código pelo GitHub, mesmo que não vá reaproveitar uma linha: ele é a especificação mais precisa do que existe hoje.
  3. Exporte os dados (tabelas em CSV ou SQL, arquivos enviados) e teste a exportação antes de cancelar qualquer assinatura.
  4. Escolha o destino: conteúdo e blog vão para WordPress; regra de negócio e integração, para sob medida; uma campanha com prazo vira uma landing page dedicada.
  5. Preserve o SEO: mapeie cada endereço antigo para o novo com redirecionamentos permanentes, mantenha o domínio e envie o novo mapa do site ao Google.
  6. Rode em paralelo: publique em um endereço de teste, valide formulários e integrações, e só então aponte o domínio.
  7. Só depois cancele a assinatura antiga e apague os dados que ficaram lá, registrando isso para a LGPD.

Perguntas frequentes

Lovable vale a pena para o site de uma empresa?

Vale para protótipo, página simples e validação de ideia. Para o site oficial de uma empresa que precisa aparecer no Google, guardar dados de clientes e ter responsável por correções, o custo de créditos e a dependência da ferramenta costumam pesar mais do que a economia inicial.

Base44 vale a pena para um sistema interno?

Para uma ferramenta usada por poucas pessoas, com regra simples e sem integração crítica, sim: banco e login já vêm prontos e a mensalidade é previsível. Quando passa a guardar dados de clientes, exigir integração com ERP ou pagamento, ou ser usado por muita gente, os limites aparecem e ele deve virar o briefing de um sistema sob medida.

Quanto custa manter um site por mês?

Em ferramenta de IA, a assinatura em dólar mais créditos extras; em WordPress, hospedagem, domínio, licenças de plugin e sustentação; sob medida, hospedagem e um contrato de sustentação definido depois do diagnóstico, sem cobrança por crescimento. Em qualquer caminho, o custo real inclui quem corrige quando quebra.

Site feito com IA aparece no Google?

Aparece, mas depende de trabalho que a ferramenta não faz sozinha: título e descrição de cada página, endereços legíveis, mapa do site, velocidade e domínio próprio (que nas duas exige plano pago). Sem isso, o site existe, mas concorre mal com páginas feitas para serem encontradas.

Dá para migrar um site do Lovable ou do Base44 para WordPress ou sob medida?

Dá, e as duas ajudam ao permitir exportar o código pelo GitHub. O que exige cuidado é o resto: exportar os dados, recriar login e permissões, manter os endereços com redirecionamentos e testar formulários e integrações antes de desligar o antigo. Na ordem certa, o site novo entra no ar sem que o cliente perceba.

Por onde começar

  1. Escreva para que o site serve hoje e para que vai servir em um ano. A diferença entre as respostas é o tamanho da decisão.
  2. Liste o que ele guarda: se há dados de pessoas, a LGPD entra na conta desde o primeiro dia.
  3. Some o custo real de doze meses de cada caminho, incluindo créditos extras, hospedagem e sustentação.
  4. Marque na lista de sinais quais já aconteceram.
  5. Se está começando, comece na ferramenta de IA e guarde este artigo. Se dois sinais já aconteceram, planeje a migração antes do terceiro.

Se a decisão for por um site institucional que precisa ser encontrado, editado pela sua equipe e mantido com responsável definido, a página de criação de sites institucionais explica como a UBA Tecnologia e Marketing conduz esse projeto, do diagnóstico ao site no ar, com atendimento em todo o Brasil.

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