Registro de marca
Quanto custa registrar uma marca no INPI
As taxas oficiais, quem paga metade, e as três contas que quase ninguém soma antes de começar.
Neste artigo
Quem procura o preço do registro de marca costuma achar um número só e se programar por ele. O problema é que o registro tem no mínimo dois pagamentos separados, com meses de distância entre eles, e a conta final depende de uma coisa que muita gente descobre tarde demais: em quantas classes a marca precisa entrar.
As taxas oficiais do INPI
Estes são os valores da tabela de retribuições do próprio INPI, conferidos em setembro de 2026. O valor com desconto vale para pessoa física, microempresa, empresa de pequeno porte, cooperativa, instituição de ensino e pesquisa e entidade sem fins lucrativos.
| Serviço | Valor cheio | Com desconto |
|---|---|---|
| Pedido de registro, especificação pré-aprovada | R$ 360,00 | R$ 180,00 |
| Pedido de registro, especificação livre | R$ 420,00 | R$ 210,00 |
| Concessão, primeiro decênio, prazo ordinário | R$ 750,00 | R$ 375,00 |
| Concessão, primeiro decênio, prazo extraordinário | R$ 1.120,00 | R$ 560,00 |
| Oposição a pedido de terceiro | R$ 520,00 | R$ 260,00 |
| Prorrogação por mais dez anos | R$ 1.000,00 | R$ 500,00 |
Somando o caminho normal de uma microempresa: R$ 180,00 no depósito e R$ 375,00 na concessão. R$ 555,00 de taxa oficial por classe, pagos em momentos diferentes.
Se a sua empresa não se enquadra no desconto, a mesma conta dá R$ 1.110,00.
As três contas que quase ninguém soma
Uma classe não costuma ser suficiente. A classificação de Nice divide produtos e serviços em 45 classes, e a proteção vale só dentro da classe pedida. Uma marca de roupa que também vende pela internet e faz consultoria pode precisar de três. Cada classe é um pedido, com as duas taxas inteiras.
O prazo extraordinário custa 49% a mais. Depois do deferimento você tem 60 dias para pagar a concessão no prazo ordinário. Perdeu, ainda dá para pagar em mais 30 dias, no prazo extraordinário, por R$ 1.120,00 em vez de R$ 750,00. Passou disso, o pedido é arquivado e todo o dinheiro do depósito vira perda.
A exigência para no relógio, não no caixa. Se o examinador pedir esclarecimento, o pedido fica parado até a resposta. Não custa taxa nova, mas custa meses. E exigência não respondida no prazo arquiva o pedido.
O erro caro é começar sem a busca
O depósito não garante nada. Se já existe marca igual ou parecida na mesma classe, o pedido é indeferido e a taxa não volta. A busca de anterioridade é feita antes justamente para isso: ver o que já está registrado, medir a chance real e, quando o nome não tem saída, dizer isso enquanto ainda dá para trocar o nome sem trocar a fachada, o rótulo e o site.
É a parte mais barata do processo e a única que evita perder o resto.
Cuidado com o boleto que chega depois
Assim que o pedido é publicado na Revista da Propriedade Industrial, os seus dados viram públicos. Nas semanas seguintes começam a chegar boletos de empresas com nomes parecidos com “Instituto Nacional”, cobrando serviços que não existem.
O INPI não emite boleto. A cobrança oficial é sempre por GRU, gerada por você ou pelo seu procurador dentro do sistema. Qualquer coisa diferente disso merece desconfiança antes do pagamento.
O que a UBA faz nessa conta
As taxas do INPI são as mesmas para todo mundo, e você paga direto ao instituto. O que muda é quem cuida: a classificação certa desde o começo, a Revista acompanhada toda semana, a exigência respondida no prazo e o aviso antes de cada vencimento.
Os valores desta página saem da tabela de retribuições oficial e podem mudar por portaria. Confira sempre no portal do INPI antes de pagar.
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